domingo, 26 de junho de 2016

FIA

A convite da CEARTE as três peças estarão expostas na FIA Lisboa entre os dias 25 de junho e 3 de julho.

Dia 30 de junho, entre as 14h30 e as 16h00, a CEARTE irá organizar um seminário sobre o tema Tendências e Tradições – Tendências de Moda, Design e Mercado para o Artesanato, quem estiver interessado em assistir terá de se inscrever na página do programa.

Horário da FIA: 15h00 - 24h00

quinta-feira, 23 de junho de 2016

segunda-feira, 20 de junho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Santo António Tricotadeiro


O encontro foi promovido pela Retrosaria e estava integrado na festa do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva.
Todos os motivos são bons para encontros destes!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

este mundo novo

O primeiro ano letivo na escola pública está a terminar. Lembro-me que não ia com grandes expectativas e talvez por isso posso afirmar que o balanço foi bastante positivo. O que aconteceu de bom compensou os pormenores que me tiraram do sério.
Se é o ideal? Não é de todo. Se lhe arrumava a mochila e voltava a pô-la na escola anterior? Cheguei a ter vontade, era outro conforto e identificava-me muito mais, mas não a teria visto crescer como cresceu este ano por estar num espaço novo com novas pessoas na vida dela, a saber aplicar o que trazia consigo de diversas formas, no saberes, na pesquisa, nos trabalhos de grupo, nas escolhas do certo e do errado, na relação com os outros e por aí fora.

O que eu gostava mesmo era que mudassem a forma de ensino e o excesso de conteúdos que são injetados aos alunos. Na tentativa de quererem preparar as crianças e os adolescentes para "um futuro profissional de sucesso" falta o tempo para demonstrar o que aprendem diariamente na escola – atualmente o que é que consideram mesmo um futuro de sucesso?
As crianças precisam de ser visionárias e terem uma imaginação do caraças para perceberem que o que estão a aprender poderá ser-lhes útil no futuro.

Tenho tanta pena que as artes continuem a ser desprezadas. A disciplina de Educação Tecnológica (que ainda estou a tentar perceber o que é) há uns anos veio substituir as oficinas e trabalhos manuais, onde ainda era possível os alunos expressarem-se de certo modo livre sem o tipo de pressões exercidas nas disciplinas de matemática ou português. É uma pena que os trabalhos manuais tenham cada vez menos lugar na vida dos miúdos a partir duma certa idade. Chegam a adultos e correm o risco de acharem que quem é designer faz "bonecos" e quem faz crochet faz coisinhas.



Continuo a achar que uma aprendizagem mais descontraída e com ligação à vida real faria com que as crianças gostassem mais da escola. Os programas são extensos e existe uma pressão natural que vem não sei de onde para que sejam os melhores – mas o que é ser o melhor?
Recordo que numa semana de aulas em maio, a miúda teve um sarau de ginástica acrobática com treinos que preencheram duas tardes (atenção: até sou defensora do desporto escolar e é das melhores coisas que a escola pública tem), dois trabalhos de grupo para fechar e dois testes a somar aos TPC, isto é dose dupla para a idade de 11 anos, não concordam?

Quase que dava para criar um dia por semana destinado para fazerem os TPC dos outros quatro dias, revisões de conteúdos e para se dedicarem aos trabalhos de grupo, no fundo, uma espécie de dia de trabalho autónomo.

Por muitos debates que se façam, por muitos artigos que se escrevam sobre o tema, eu não consigo mudar de opinião: sou contra os trabalhos de casa, sejam estes quais forem. Não vão fazer com que os alunos sejam melhores ou piores. E quando enviam os TPC extra porque o fim de semana é prolongado fico ainda mais irritada. Há outras obrigações que as crianças podem fazer em casa e isso também lhes incute responsabilidade e autonomia. Diz-se que os trabalhos de casa servem para os alunos tirarem dúvidas… não concordo e nem vou explicar porquê, estou demasiado farta do assunto.

E o peso da mochila no 2º ciclo? É descomunal. A mochila vai além dos 4 kg, não devia ser permitido!
Imaginem os miúdos deixarem um dia destes a mochila em casa e cada um levar para a escola um garrafão cheio de água, é quase a mesma coisa! Provavelmente alguém iria impedir essa loucura pois não se admitiria que uma criança andasse a carregar um garrafão de água todos os dias dum lado para o outro, mas no caso da mochila carregadinha de livros ninguém liga nenhuma, parece que é normal.

A culpa é do tal negócio da china – os livros escolares. O formato A4 que todos os livros têm faz com que o aluno tenha de comprar uma mochila grande e resistente (logo, mais cara), e o papel é pesado para aparentarem bom aspecto e justificarem o seu preço, mas em contrapartida, a capa é mole para o negócio do papel autocolante e das capas plásticas não acabar, certo? Serão os livros mesmo necessários? Para mim os livros escolares são um dinheiro mal gasto. Era possível fazer-se de outro modo se não houvesse o monopólio disto tudo e se os interesses fossem verdadeiramente outros.

Agora, também já percebo o programa de Educação Física que os prepara para a vida militar! No meu tempo servia para descomprimir, aliviar tensões, aprender vários jogos, mas atualmente acho-o demasiado duro e já não é para qualquer miúdo, se calhar é para ganharem força para carregarem a mochila ao longo do ano letivo, é isso!

Poderia enumerar mais alguns pormenores que falham no sistema e vão continuar a falhar, mas com a necessidade de me focar no essencial, tive mesmo de ultrapassar isto.

No meio das pequenas desilusões, não posso deixar passar em branco a do Dia Mundial da Criança. A escola propriamente dita não tem culpa porque o evento decorreu fora da escola. A minha filha pensou que iria ter um dia semelhante ao que tinha na escola anterior, mas em vez de falar sobre os direitos das crianças, assistiu a uma apresentação feita pela CML sobre a futura Feira Popular onde perguntaram às criancinhas sugestões para tal projeto no meio de pipocas e balões. Até do grande parque de estacionamento lhes falaram…. Mas pronto, já passou, a criança é inteligente e percebeu que aquela conversa não era apropriada ao momento. Tenho esperança que para o ano não se repita, é que não fica nada bem mesmo que as intenções tenham sido, aparentemente, as melhores…


Pondo de parte os pormenores e dando prioridade ao que interessa, o que faz mesmo uma escola são os professores e os alunos estejam onde estiverem. E os pais são importantes para que as coisas não descambem quando tudo parece enfadonho e sem interesse. É um trabalho diário. Começa por estarmos atentos ao que aprendem na escola e tentar incutir-lhes o interesse no assunto para que a escola não se torne uma seca e continue um local de boas experiências e que o conhecimento seja considerado um bem precioso que os levará a fazerem boas escolhas, a serem mais livres e a defenderem-se.

E já agora, os professores não são intocáveis. É essencial que os alunos não tenham medo de lhes fazerem perguntas quando têm dúvidas. Há alunos curiosos e interessados que infelizmente são confundidos como indisciplinados e incomodativos. Convém que sejam os professores a esclarecerem as dúvidas, caso contrário, o nosso disco rígido começa a ficar confuso desde cedo. O papel dos pais passa também por lembrar isso aos filhos – é essencial perguntar quando não percebem, não se deixem ficar para trás.

Os professores são pessoas normais, têm maus dias como nós e também ficam doentes. A maioria está ali para nos ajudar e só precisamos de lembrar isso aos mais apressados. Tratam-nos bem se nós os tratarmos bem também. Podem ser acessíveis se nós também formos. Haverá sempre os que gritam e que confundem a autoridade com a motivação, os que fazem comentários inoportunos ou deitam cá para fora desabafos desnecessários dum dia que correu mal, mas também há os que nos ouvem, os que voltam a explicar uma e duas vezes e que nos fazem sentir importantes.

E podia ficar aqui a elogiar a escola pública por um lado e a matá-la por outro – resumindo os parágrafos todos, se estou arrependida? Não.

Um à parte: adoro encontrar desenhos rebuscados no meio dos resumos para testes ♥.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

das alunas

Dois xailes de duas das alunas que frequentaram os workshops. Seguiram o mesmo gráfico mas personalizaram a peça através da escolha das cores e alterando pequenos pormenores.


© imagens: Ana Almeida (xaile castanho e azul) e Paula Azevedo (xaile mostarda).